
Chuva que atingiu Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, nas últimas 12 horas do dia 31 de dezembro e nas primeiras 12 horas do dia 1º de janeiro foi o maior volume de água em 24 horas dos últimos dez anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Foram
Nessas condições, segundo o geólogo José Tadeu Tommaselli, da Universidade Estadual Paulista, mesmo um morro totalmente preservado e sem impacto humano nenhum correria risco de avalanches de terra.
“Qualquer chuva acima de
No primeiro dia do ano, as chuvas na cidade causaram o deslizamento de dois morros, um
Antes da chuva da virada, os maiores valores registrados pelo Inmet em 24 horas na região nos últimos dez anos foram de
A causa de tanta água, de acordo com o meteorologista Fabrício Daniel dos Santos Silva, foi a formação que levou para a região do litoral do Rio de Janeiro massas de ar mais úmidas, que combinam tanto nuvens que causam precipitações intensas como aquelas que geram chuvas mais fracas, mas mais duradouras.
Ainda assim, o meteorologista afirma que essas chuvas são consideradas normais. “São normais alguns eventos de precipitações muito intensas nas mais diversas regiões do país, quando estas estão passando pelo seu período mais chuvoso”, explica Silva.
O também meteorologista José Fernando Pesquero, do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), concorda.
“Estamos em um mês de verão. O calor associado ao anômalo transporte de umidade que está ocorrendo da região norte do Brasil para as regiões sul e sudeste é o responsável por estas chuvas. As frentes frias estão passando apenas pelo oceano Atlântico”, explica. “Esse transporte intenso de umidade associado ao fenômeno El Niño, que já é conhecido de provocar chuvas, pode estar provocando chuvas mais intensas”, afirma.
O também meteorologista José Fernando Pesquero, do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), concorda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário